Em Cartaz

21/10/2020 20:56

De 29 de outubro a 3 de novembro, a Cia Fragmento de Dança apresenta a 4ª edição do “Mulheres em Cena”

De 29 de outubro a 3 de novembro, a Cia Fragmento de Dança apresenta a 4ª edição do “Mulheres em Cena”. Interessada em discutir a performatividade do feminino na poesia e na vida, a mostra deste ano reserva os quatro primeiros dias (29/10 a 1/11) para as apresentações de trabalhos de dança, teatro e performance, que exploram materiais autobiográficos e o depoimento como linguagem cênica. Serão dois por noite: quinta e sexta, às 20h e 21h; sábado e domingo, às 19h e 20h.  Na segunda e na terça (2 e 3/11), às 19h, as artistas envolvidas se encontram com o público, para um bate-papo on-line pela plataforma Zoom.

A atriz-performer, escritora-dramaturga, diretora e arte-educadora Letícia Bassit, que, no ano passado, colaborou com o “Mulheres em Cena” na curadoria e organização, abre a programação no dia 29, às 20h, com “Cabra Que Lambe Sal”. O trabalho traz uma mulher com feições de cabra, que perdeu suas bordas desde que pariu e, enquanto fala, esforça-se para tê-las de volta. O que diz é denúncia, transe, alucinação, desejo, memória, revolta, testamento, manifesto. Seu maior desejo é escalar montanhas inimagináveis e lamber o sal que a Terra oferece, mas o medo do vírus a faz permanecer confinada.

Em seguida, Lilian Martins, que integra atualmente  a companhia Gumboot Dance Brasil e o Projeto Turmalinas Negras, dança “No Baile”, inspirado no funk de rua e nos corpos femininos periféricos. “No Baile” traz reflexões, lembranças, vivências e a origem do morro entre os pés e o quadril.

Na sexta (30), Tati Caltabiano, idealizadora do Petit Comitê, um coletivo de mulheres artistas que tem interesse na pesquisa de poéticas autobiográficas, abre ao público o processo de “A Conquista de Miranda”, Criado a partir da experiência da atriz de parir de forma natural e domiciliar, a peça apresenta uma crítica à sociedade patriarcal ao trazer à tona o tema das violências obstétricas, por meio de uma coreografia que revela a potência do corpo feminino no prazer e na dor do parto.

A pesquisadora em Danças Urbanas Morgana Apuama, pioneira do estilo Waacking no Brasil, entra na sequência com “RisKo. Por um trajeto de luz, uma mulher revive memórias de seus afetos pela cidade e, em meio a este percurso, prossegue (re)descobrindo maneiras de (re)desenhar escolhas. Unindo a dança e a técnica de light-painting, misturando performance, luz, fotografia e audiovisual, “RisKo” busca apresentar a realidade da mulher negra com a vida, a rua e seus afetos.

A Corpórea Companhia de Corpos, núcleo de pesquisa do corpo negro na cena, fundado pela bailarina e coreógrafa mineira Verônica Santos, apresenta no sábado (31), às 19h, um fragmento performático de "RÉS", espetáculo premiado pelo “Rumos Itaú Cultural” (2018/2019), que traz como temática principal o universo do encarceramento feminino e propõe  uma análise poética sobre as estatísticas e a vulnerabilidade desse corpo no Brasil. 

“Todos Te Amam Até Você Se Assumir Preta”, do Coletiva 3 de Nós, fundado em 2017, quando realizou o espetáculo performativo "A Mais Forte", selecionado pelo Edital de Circulação de Artes Cênicas de Jacareí/SP, entra às 20h. Entre a baixada fluminense e a Zona Sul do Rio de Janeiro, a performer Jessica Madona passa a limpo suas relações interpessoais, quando encara o processo de reconhecimento de sua pretitude.

O último dia de apresentações (1/11) começa com “A Última Mulher do Mundo”, investigação cênica da coreógrafa, dançarina, atriz e professora Patrícia Noronha (19h), e encerra com “V A C A”, da atriz, performer e também professora Bruna Betito (20h).

Em “A Última Mulher do Mundo”, que teve início em 2012 e está em constante mutação, real e ficção se misturam em meio ao relato de estupros sofridos pela protagonista. A presença de um cachorrinho intensifica esse embaralhamento e o viés performativo da cena. Atualmente, o exercício dialoga imageticamente com este momento que vivemos, de pandemia e isolamento social.

“V A C A”, discorre sobre o universo da amante – essa figura transgressora e indissociável ao casamento, condenada e sem direito de defesa – ao longo da história. Longe de ser uma defesa e, tampouco, uma condenação ao “amor ilícito”, o trabalho investiga a existência do adultério desde que o casamento foi inventado. A partir daí, questiona como devemos entender esse tabu consagrado pelo tempo, universalmente proibido e universalmente praticado. Além da referência autobiográfica, a criação inspira-se em obras de Gustave Flaubert ("Madame Bovary"), Elisabeth Abbot ("Amantes: uma história da outra"), Esther Perel ("Casos e Casos"), no universo da mitologia grega, com suas histórias de amor e traição, em especial o triângulo Zeus -  Hera – Io, e na Bíblia, que possui histórias, parábolas e mandamentos muito precisos a respeito do tema. A apresentação terá acesso para 20 pessoas do público que ingressarem em sala do ZOOM com a artista (se inscreva aqui para receber o link www.bit.ly/VACAmulheresemcena

Idealizado por Vanessa Macedo, diretora da Fragmento de Dança, o projeto Mulheres em Cena surgiu do desejo de difundir trabalhos concebidos e dançados por artistas mulheres. A primeira edição trouxe criações apenas da própria Cia. A segunda, aconteceu em parceria com a bailarina Lavinia Bizzotto e seu trabalho autoral “A pequena Morte”. E a última se deu com a colaboração da atriz e escritora Leticia Bassit, na curadoria e organização da mostra, que reuniu nove mulheres mães, entre bailarinas, atrizes, cantoras e escritoras, em depoimentos performáticos a partir da experiência da maternidade.

Este projeto foi realizado com apoio do Programa Municipal de Fomento à Dança para a Cidade de São Paulo - Secretaria Municipal de Cultura.

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Serviço

Mulheres em Cena – 4ª edição

de 29/10 a 03/11 

Apresentações de espetáculos

de 29/10 a 01/11 

dois trabalhos por noite, em diferentes horários: 

quinta e sexta-feira, às 20h e 21h; sábado e domingo, às 19h e 20h

Transmissão pelo canal do YouTube da Cia Fragmento de Dança - www.youtube.com/ciafragmento2 

Bate-papo com as artistas

dias 02 e 03/11, às 19h

Inscrição através do site: www.ciafragmentodedanca.com.br/mulheres-em-cena  

ID ZOOM: 860 8763 3817 

Classificação etária: 16 anos | Grátis

Informações através do e-mail: producaociafragmento@gmail.com 

 

Programação completa:

29/10 a 1/11 – Espetáculos com transmissão pelo canal do YouTube da Cia Fragmento de Dança - www.youtube.com/ciafragmento2 

29/10 (quinta-feira)

20h - Cabra que Lambe Sal - Letícia Bassit

Uma mulher com feições de cabra age e fala dentro de um apartamento sufocante. Não se sabe ao certo se fala consigo mesma, com um homem sem rosto ou seu filho de dois anos que ainda não aprendeu a falar. Tudo o que diz é da ordem do desejo, da pulsão, da falta, da ação. Ação como tentativa de retorno ao que é selvagem. Retorno ao seu próprio corpo enquanto ser desejante e desejada. O que diz é denúncia, transe, alucinação, desejo, memória, revolta, testamento, manifesto. Seu maior desejo é escalar montanhas inimagináveis e lamber o sal que a Terra oferece. Mas o medo do vírus a faz permanecer confinada. Será que em algum momento ela sairá daquele apartamento?

Concepção, atuação e dramaturgia: Letícia Bassit

Direção: Nelson Baskerville 

 21h - No Baile - Lilian Martins

Inspirado no funk de rua e nos corpos femininos periféricos, “No Baile” traz reflexões, lembranças, vivências, marcas de processos ligados a uma construção pessoal. É a origem do morro entre os pés e o quadril. Cardumes de pessoas, rastros, calos, passos, refúgio, histórias.

Bailarina: Lilian Martins 

25 minutos

 

30/10 (sexta-feira)

20h - A Conquista de Miranda (abertura de processo) - Tati Caltabiano (Petit Comitê)

Criado a partir da experiência da atriz Tatiana Caltabiano de parir de forma

natural e domiciliar, o espetáculo "A Conquista de Miranda” apresenta uma crítica à

sociedade patriarcal ao trazer à tona o tema das violências obstétricas. Em diálogo com a linguagem da performance, a encenação flui entre o transe de um trabalho de parto e as reflexões sobre os modos de parir, por meio de uma coreografia que revela a potência do corpo feminino no prazer e na dor do parto.

Criação, dramaturgia, direção e atuação Tatiana Caltabiano

30 minutos

21h - RisKo - Morgana Apuama

Por um trajeto de luz, uma mulher negra revive memórias de seus afetos pela cidade e, em meio a este percurso, prossegue (re)descobrindo maneiras de (re)desenhar escolhas. Para dialogar com este novo cenário, ela persiste transitando entre o claro e o escuro, construindo, a seu tempo e sua maneira, novas formas e desenhos em sua corporeidade. 

Concepção, Direção, Dança e Light-Painting: Morgana Apuama

Registros Fotográficos Light-Painting: Ilma Guideroli e Fábio Minagawa

Video-Projeção: Padre Art

Trilha Sonora: Tiago Amorim

Iluminação: Gabriella Russo

Operação de Luz: Aline Almeida

Imagens e Edição Vídeo-teaser: Macca

45 minutos

 

31/10 (sábado)

19h - "RÉS" - Fragmento Performático - Corpórea Companhia de Corpos

“RÉS” tem como temática principal o universo do encarceramento  feminino e a vulnerabilidade desse corpo no Brasil.  Diante deste contexto, o espetáculo propõe uma análise artística e poética, através de uma produção em dança, sobre as estatísticas que envolvem o sistema de encarceramento em massa.

Concepção e direção: Verônica Santos 

Intérpretes - criadoras: Débora Marçal, Malu Avelar e Verônica Santos 

Participação no processo criativo: Dandara Gomes

Diretor e produtor musical: Melvin Santhana 

Produtor musical e técnico de áudio: Manassés Nóbrega 

Preparador do corpo cênico: William Simplício 

Provocadores: Dina Alves e William Simplício 

Design de luz e operação: Danielle Meireles

Criação de figurino: Débora Marçal e Wellington Adélia 

Vídeo - performance: Noelia Nájera 

Projeto gráfico: Noelia Nájera 

Edição e criação  audiovisual: Noelia Nájera 

Fotos: Gal Oppido/ Noelia Nájera 

Produção Executiva: UTPA

20h - Todos Te Amam Até Você Se Assumir Preta - Coletiva 3 de Nós 

Entre a baixada fluminense e a Zona Sul do Rio de Janeiro, a performer Jessica Madona passa a limpo as suas relações interpessoais, quando encara o processo de reconhecimento de sua pretitude.

Argumento, realização e performer: Jessica Madona

Direção: Savina João

Preparação Corporal: Kamilla Neves

25 minutos

 

01/11 (domingo)

19h - A Última Mulher do Mundo - Patrícia Noronha

“A Última Mulher do Mundo” é um exercício cênico que se iniciou em 2012 e está em constante mutação. É uma investigação cênica na fronteira entre a dança e o teatro, construída a partir da noção do vazio e do tempo suspenso. Há o relato de estupros sofridos pela protagonista, que provoca o embaralhamento do que é real e do que é ficção. Há um cachorrinho que intensifica esse embaralhamento e o viés performativo da cena. Atualmente, o trabalho dialoga imageticamente com este momento em que vivemos de pandemia e isolamento social.

Pesquisa, concepção, figurino, espaço cênico, iluminação e direção: Patrícia Noronha

Performers: Patrícia Noronha e Nick of Spring (o cãozinho) 

30 minutos

20h - V A C A - Bruna Betito

(o trabalho terá acesso para 20 pessoas do público que ingressarem em sala do ZOOM com a artista - se inscreva aqui para receber o link www.bit.ly/VACAmulheresemcena

VACA parte do universo das amantes - ou da condição das amantes ao longo da história: essa figura transgressora e indissociável ao casamento, condenada e sem direito de defesa. É a saga e peregrinação de uma mulher que está em constante busca pela identidade animal a qual foi destinada. O adultério existe desde que o casamento foi inventado. Então, como devemos entender esse tabu consagrado pelo tempo, universalmente proibido e universalmente praticado? Além da referência autobiográfica, a criação inspira-se em autores como Gustave Flaubert ("Madame Bovary"), Elisabeth Abbot ("Amantes: uma história da outra"), Esther Perel ("Casos e Casos"), no universo da mitologia grega, com suas histórias de amor e traição, em especial a história do triângulo Zeus – Hera - Io e na Bíblia, que possui histórias, parábolas e mandamentos muito precisos a respeito deste tema.

Atuação, texto e direção: Bruna Betito

Dramaturgismo: Debora Rebecchi

Orientação cênica: Janaína Leite

Produção: Ana Zumas

40 minutos

 

2 e 3/11 - Bate-papo com as artistas

Inscrição através do site: www.ciafragmentodedanca.com.br/mulheres-em-cena  

ID ZOOM: 860 8763 3817 

 

02/11 (segunda)

19h - Bate-papo com

Letícia Bassit, Lilian Martins, Morgana Apuama e Tatiana Caltabiano

03/11 (terça)

19h - Bate-papo com

 Verônica Santos, Jéssica Madona, Patrícia Noronha e Bruna Betito

Cooperativa Paulista de Dança
Avenida São João, 324 - 1º andar/Conj. 102
São Paulo - SP - 01036-000
Fone: (11) 3225 9585
Email: coopdanca@coopdanca.com.br
Horário de Atendimento - 2ª a 6ª das 8h às 17h

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